
Não, não é o filme, ou melhor até pode ser, sim porque cada vida é um filme e até a mais banal de todas ultrapassa em muito qualquer
Avatar ou Titanic em carga dramática, isto porque é a nossa grande longa metragem, aquela em que somos os actores principais e ninguém pode ou deve sentar-se a comer pipocas e ver a sua vida passar...
Seguindo esta analogia entre o cinema e filosofia de vida, que por acaso até me agrada bastante, acho que para além de actores, está nas mãos de cada um desempenhar a função de guionista, sim senhor, escrevermos a nossa própria história bem sei que temos de usar a borracha inúmeras vezes, voltar atrás umas páginas, redireccionar a acção, faz parte da história, por vezes até é doloroso outras vezes bastante
prazeroso, mas é mesmo assim, mas ao contrário da 7ª arte, o nosso "
filmezito" não se enquadra em apenas em um género, nada disso, passamos a fronteira do
thriller para a comédia num piscar de olhos, do romance a um drama num segundo (e isto acontece tantas vezes...) há até quem faça até o seu próprio musical.
É verdade que contracenamos com as mais variadas personagens: figurantes, actores secundários, muito poucos tem direito a "
oscares" e inúmeras vezes alguns dos
galadoardos perdem o troféu por mau desempenho de representação. Mas nunca, mas nunca teremos a função de realizador, isto porque é impossível controlar, prever o papel que os outros vão ter na nossa vida...
É assim o filme da vida, mas qual seja o teu filme lembra-te que as críticas vão lá estar sempre, más ou boas, e que hoje foi mais ou menos, amanhã vai ser bom e o dia depois de amanhã vai ser óptimo! E não te preocupes todos os filmes tem um final feliz e os "maus" morrem no fim.